segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

O que é um SSD? ROM, PROM, E2PROM, RAM?

 Primeiramente, precisamos entender alguns conceitos computacionais.


Num sistema de computador, convencional, existem uma unidade de processamento, onde tudo acontece, por assim dizer e a memória. Esta memória é necessária para que os dados processados pela CPU( Central Process Unit - Unidade Central de Processamento) possam ser guardados, recuperados a todo momento. Podemos ter memórias principais ou secundárias.

Este modelo, é claro, se trata de um computador ideal padrão, sem contabilizar, chips de vídeo, chipsets e outros componentes. 

Assim,, esta memória em teoria seria volátil, ou seja, uma vez desenergizado o circuito, todos os dados se apagariam e o "computador" em teoria seria falho. Esta memória, que se apaga, ou volátil, damos o nome de RAM(Random Access  Memory - Memória de Acesso Randômico). Isto quer dizer que apresentado um endereço de memória, ou seja, uma gavetinha de armazenamento de um dado qualquer, este dado é recuperado, não sendo necessário uma sequência de armazenamento pra o dado ser recuperado. 

Além da RAM, o sistema computacional pode conter uma ROM(Ready Only Memory - Memória Somente Leitura) - porém uma ROM, deve ser gravada anteriormente, pois só pode ser lida. 

Seguindo a evolução computacional, este sistema foi a priori resolvido mantendo-se as RAM´s sempre energizadas  e a carga dos programas era feita com fitas magnéticas, ou memórias secundárias ao sistema. Este sistema porém tinha um problema, era sequencial, ou seja, os programas tinham que ser carregados dado a dado. Também nos primórdios, poderiam ser utilizados cartões perfurados, onde 0´s e 1´s eram representados por furos ou não num cartão.

Mas porque usar se RAM´s? Isto se justifica porque as memórias RAM´s, possuem tempo de acesso, ou seja, dado a requisição do dado, o tempo que esta demora pra responder à requisição, muito pequeno. Pra se ter uma ideia, hoje em dia, falamos em algo como pico-segundos ou 0,0000000001 segundos para os sistemas mais profissionais. 

Mas e as ROM´s - > As ROM´s foram mantidas para mantermos sistemas vitais nos computadores, como interpretadores de linguagens, a famosa BIOS(Basic Input Output System - Sistema Básico de Entrada e Saída)  e outras funcionalidades que não se alteram, ou seja, gravadas de fabricas, não é necessário alteração nos dados.

Mas pensemos, e se quisermos fazermos alterações ou atualizações ?

Bem neste caso, a evolução dos computadores nos levaram a outros sistemas que podiam resolver o problema da ROM. A saber:

PROM( Programable Ready Only Memory- Memória apenas de leitura programável) - neste tipo de memória ROM, um pulso elétrico em determinado local, faz com que que possamos gravar dados na memória. Entretanto, a memória sai de fábrica zerada e depois de gravada, com este pulso, não é mais possível alterar os dados;


EPROM (Erasable Programing ROM - Memória ROM apagável) - Neste tipo de ROM, é possível apagar o conteúdo através de um sinal elétrico que faz com que os semicondutores internos se realinhem, "zerando" assim a ROM e permitindo, como no caso da PROM, sua reprogramação através de um pulso específico em determinado pino.



EAPROM (Eletrical Alterable ROM - ROM alterável eletricamente) - Neste tipo de ROM, pode -se zerar o conteúdo da memória através de uma luz ultravioleta que realinha os semincondutores internos e a gravação é feita através de um sinal elétrico que habilita a memória para gravação. 




EEPROM ou E2PROM( Eletrical Erasable Programing ROM - ROM programável e apagável eletricamente) - Neste tipo de ROM, atualmente chamada de FLASH, a memória pode ser modificada eletronicamente por instruções. 

O grande problema é que estas tecnologias eram caras, ou seja, seria muito caro uma quantidade significativa de memória, e olha e que estamos falando de KiloByte, para termos usado algum tipo de tecnologias destas no passado. Assim, optou-se, até pouco tempo atrás, pelas memórias secundárias. Neste caso, entram, fitas cassetes, fitas magnéticas, cartões perfurados, disquetes, e o nosso famoso HDD( Hard Disk Drive).


Um HDD, é uma memória secundária que utiliza um disco ou um conjunto de discos magnéticos que giram em alta velocidade. A leitura e gravação dos dados é feita por cabeçotes ou cabeças magnéticas que induzem um campo magnético numa determinada área. Esta indução, devido ao material destes discos, se retem ou permanece, mesmo após o circuito desligado, mantendo assim estes.

Este sistema tem um custo x benefício, até pouco tempo, melhor para os sistemas. Os discos rodam a altíssimas velocidades, cerca de 10 mil rpm´s e os dados são recuperados muito rapidamente a um custo que até então compensaria aos computadores.

Com a evolução dos sistemas e a alta demanda, novas técnicas de produção foram surgindo a as mencionadas FLASH começaram a possuir preços mais acessíveis. Todos já possuíram um Pen-drive. 

O mercado se adaptou, algumas empresas apostaram, mesmo tendo custo mais alto, nos SSD´s e assim  surgiu um mercado!

Mas o que é um SSD? É uma memória FLASH no formato de uma memória secundária, ou seja, é um Solid Static Disk - Disco de estado sólido - dito assim por ser uma memória física randômica e não sequencial, que foi adaptado para trabalhar nos padrões existentes de um HDD, permitindo alta compatibilidade de barramentos. 

Mas porque são mais rápido? São mais rápidos por serem randômicos, ou seja, apresentando um endereço de memória, a gavetinha lá de cima que falamos, o dado é apresentado, ficando a limitação de velocidade apenas ao tempo de acesso, ou seja, o tempo de latência entre o pedido do dado e a entrega do mesmo.

Assim, a indústria nos trouxe esta grande inovação de uma tecnologia existente há tempos mas que agora,, graças a a aposta de algumas empresas, tornou o custo x benefício muito atraente e com a demanda alta e procura constante por esta tecnologia, tendem a ter preços cada vez mais atrativos, podendo, daqui a pouco tempo, extinguir o nosso velho e bom HDD!




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