quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

O ciclo de vida das abelhas.

Responsáveis pela polinização de 42% das 57 espécies vegetais mais plantadas no mundo, as abelhas são um dos mais importantes insetos voadores que habitam o planeta. Produzem mel, própolis, geleia real, cera, de grande importância nutricional e benefícios à saúde.

Veja nosso vídeo sobre o desenvolvimento das abelhas em time-lapse, depois leia nosso artigo:


As abelhas apresentam 3 castas de indivíduos:


Rainha: é a única fêmea fértil, e, depois de fecundada por vários zangões, armazena os espermatozóides por toda a vida, podendo botar até 2 mil ovos por dia na época das floradas. Dos ovos podem nascer operárias (fêmeas estéreis) e novas rainhas, o que vai depender do tipo de alimentação que a larva recebe.




Operárias: Todo o trabalho para a manutenção da colmeia é realizado pelas operárias. Conforme a idade,  as abelhas operárias possuem uma função específica.

- 1º ao 5º dia    

Realizam a limpeza dos alvéolos e de abelhas recém-nascidas.

- 5º ao 10º

São chamadas abelhas nutrizes, porque cuidam da alimentação das larvas em desenvolvimento. Nesse estágio, elas apresentam grande desenvolvimento das glândulas hipofaringeanas e mandibulares, responsáveis pela produção de geleia real.

- 11º ao 20º dia  

Produzem cera para construção de favos, quando necessário. Nessa idade, as operárias apresentam grande desenvolvimento das glândulas ceríferas. Além disso, recebem e desidratam o néctar trazido pelas campeiras, elaborando o mel.

- 18º ao 21º dia

Realizam a defesa da colmeia. Nessa fase, as operárias apresentam os órgãos de defesa bem desenvolvidos, com grande acúmulo de veneno. Da mesma forma, participam do controle da temperatura na colmeia.

- 22º dia até a morte

Realizam a coleta de néctar, pólen, resinas e água, quando são denominadas campeiras.

É importante ressaltar que a necessidade da colmeia pode fazer com que as operárias reativem algumas das glândulas atrofiadas, para realizar determinada atividade, ou seja, se for necessário, uma abelha mais nova pode sair para a coleta no campo, e uma abelha mais velha pode encarregar-se de alimentar a cria.

As operárias possuem os órgãos reprodutores atrofiados, não sendo capazes de se reproduzirem. Isso acontece porque, na fase de larva, elas recebem alimento menos nutritivo e em menor quantidade que a rainha. Além disso, a rainha produz feromônios que inibem o desenvolvimento do sistema reprodutor das operárias na fase adulta. Em compensação, elas possuem órgãos de defesa e trabalho perfeitamente desenvolvidos, muitos dos quais não são observados na rainha e no zangão, como a corbícula (onde é feito o transporte de materiais sólidos) e as glândulas de cera.


Zangões: Os machos da colônia, denominados zangões, possuem a única função de fecundar a rainha durante o voo nupcial. As larvas de zangões são criadas em alvéolos maiores que os alvéolos das larvas de operárias, levando 24 dias para completarem seu desenvolvimento de ovo adulto. Em determinados períodos, os machos são alimentados pelas operárias.

Os zangões são maiores e mais fortes do que as operárias, mas não possuem órgãos para trabalho nem ferrão. Por outro lado, eles apresentam os olhos compostos mais desenvolvidos e as antenas com maior capacidade olfativa. Além disso, possuem asas maiores e musculatura de voo mais desenvolvida. Tais características lhes permitem maior orientação, percepção e rapidez para a localização de rainhas virgens durante o voo nupcial.

Durante o processo reprodutivo, os zangões são atraídos pelos feromônios da rainha, a distâncias de até 5 km, durante o voo nupcial.  No acasalamento, o órgão genital do zangão (endofalo) fica preso no corpo da rainha e se rompe, o que ocasiona a morte deste. Os que sobrevivem ou são inutilizados pelas operárias ou expulsos da colmeia.


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