quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Ivermectina - Toda a verdade!

Estudos iniciais feito com amostras do novo Coronavírus, in vitro, sugeriram que a Ivermectina, um antiparasitário, muito usado para controle de piolho, pulgas e carrapatos em animais, incluindo seres humanos, e algumas verminoses, fosse eficaz no combate a carga viral.

O estudo que circula pelas redes mais atual, é uma meta-análise, o que significa que primeiro é feita a coleta de forma sistemática de todos os dados disponíveis —sem quaisquer filtros específicos. Depois, a equipe avalia a qualidade deles para checar se é suficientemente boa (seguindo os critérios científicos) e com dados homogêneos. Se a resposta for positiva, junta-se todas as pesquisas e os cientistas realizam uma análise para ver se os diferentes estudos —muitas vezes feitos em países variados e com pessoas de perfis distintos— são compatíveis (em questão de método de pesquisa) e se as conclusões de cada um concordam entre si. Se é o caso, a conclusão pode ser considerada robusta e indicar um caminho a seguir.

Outro problema é que a maioria dos artigos escolhidos para a meta-análise não foram publicados e revisados por pares, o que garantiria a checagem da qualidade. "São dados que só os criadores desse estudo têm, então falta a avaliação de outros pesquisadores que não participaram da investigação, o que faz parte do protocolo de regras a serem seguidas.

A fama do remédio de piolho nesta pandemia teve início com um estudo feito por pesquisadores da Monash Univeristy, na Austrália, divulgado em abril e que mostrou atividade antiviral in vitro, ou seja, em cultura de células - assim, um meio onde o vírus consegue se replicar, como um pedaço de fígado,  por exemplo, é injetado com a droga a ser testada e amostras são recolhidas para análise. 

Voltando aos estudos, e o mais  importante: Em culturas de células, qualquer ou quase todo substância com um poder farmacológico, geralmente é capaz de controlar a replicação de vírus e bactérias em amostras de tecidos, água sanitária, sal de cozinha, etc. Isto não quer dizer, em absoluto, que ao ingerir estes produtos, eles agiriam em prol da sua saúde e no combate ao vírus. O organismo humano é complexo, existem diversas barreiras, enzimas, processos digestórios, permanência do fármaco nos tecidos, tempo de ação e outros fatores que influenciam estes produtos.

Estes  testes preliminares são feitos com células de organismos primos ao nosso, como por exemplo, macacos e os do estudo atual, foram feitos com células de rins de macacos. 

A quantidade do fármaco utilizada nos testes, e há pesquisas na Internet que podem ser consultadas, foi absurda, chegando a níveis que seriam tóxicos para os seres humanos. 

A própria universidade australiana dos responsáveis pelo trabalho que lançou a moda do antiparasitário publicou um aviso para que as pessoas não usem ivermectina contra covid-19. O alerta diz que "ivermectina não pode ser usada em humanos contra covid-19" e que "o potencial da ivermectina para combater covid-19 ainda não foi comprovado"


Temos que ter em mente que trata-se de um problema sério de saúde e não de uma copa do mundo. Neste momento, a única coisa que temos a certeza é que existem profissionais treinados e na linha de frente. Eles estão a todo momento buscando soluções para garantir a vida daqueles infectados. Estão tratando do caso empírico, vendo e fazendo acontecer. São os infectologistas, os pneumologistas, os intensivistas e outros tantos. Estudar sobre ciência, uma coisa ali outra aqui, não te faz cientista! Ter um conhecimento generalista e vasto, uma cultura científica, não te faz um especialista em infectologista. 

Um exemplo é a cidade catarinense de Itajaí, que gastou pelo menos R$ 4,4 milhões só nesses comprimidos (a prefeitura local também apostou em cloroquina e homeopatia contra a covid-19). Os resultados foram pífios, para não dizer trágicos: a cidade tem o quarto maior número de mortes do estado e o dobro de Chapecó, cidade com população quase igual. Enquanto a taxa de mortes por 100 mil habitantes em Chapecó (população, 220,3 mil) é de 49, em Itajaí (população, 219,5 mil) é de 100. Outras cidades catarinenses com entre 200 mil e 300 mil habitantes, São José (246,5 mil) e Criciúma (215,5 mil) têm taxas de mortalidade de covid-19 por 100 mil habitantes de 66 e 77, respectivamente...

RELATO:  Eu, autor desta matéria, tomei a Ivermectina como profilaxia. acreditei em vários "autores" por aí na Internet. Posso garantir uma coisa com toda certeza do mundo. Não impediu que eu me infectasse com a COVID-19. Neste momento, em que escrevo, estou no meu décimo dia de infecção. Pra mim, felizmente, até o momento, estou tendo sintomas leves, porém, acreditem, são ruins e persistentes, além do fator psicológico da incerteza do amanhã. E ainda, pra completar, usei como tratamento mas não senti melhora nenhuma pós doses. Apenas o tempo é quem está controlando meus sintomas que diminuem a cada dia, lentamente. 


Outro ponto importante, me cuidei, usei máscara, tomei banhos de álcool, mas a cultura do brasileiro, infelizmente, em querer, por exemplo usar a máscara no queixo, desrespeitando seus próximos, não nos ajuda em nada! Eu tive sintomas leves 1 dia antes de ter uma febre forte e perceber que poderia estar infectado. Mesmo assim, segui os protocolos e tentei proteger ao máximo as pessoa ao meu redor.

Me deixa completamente chateado, chegar num restaurante e ver que tem pessoas que insistem em não lavar as mãos ao servir, não usar máscara ou pior usar no queixo e ainda assim achar que são superiores aos demais, simplesmente por suas convicções pessoais!

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/01/22/covid-19-por-que-estudo-que-indica-eficacia-da-ivermectina-nao-e-confiavel.htm

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