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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Entenda tudo sobre vacinas!


Em 1976, ao expor as pessoas a versão bovina da Varíola, doença viral altamente contagiosa e mortal, o médico britânico Edward Jenner, descobriu que estas pessoas, desenvolviam reações leves, porém com rápida recuperação e assim, mais tarde,  desenvolviam imunidade à doença. Assim, descobriu-se o processo de vacinação ou imunização.

De forma bem simples, podemos dizer que a vacina nada mais é que expor-se ao agente infeccioso, alterado, enfraquecido, modificado, de forma a gerar uma resposta imune do nosso corpo e assim esta resposta imune, memorizada, estaria pronta para novas exposições ao agente infecioso. 

No caso da poliomielite, por exemplo, o agente causador é isolado e trabalhado em laboratório até que se consiga uma cepa atenuada do vírus. Geralmente uma cultura em grande escala em algum meio que o vírus possa se reproduzir muito e assim novas gerações enfraquecidas são obtidas sem o mesmo poder de infecção, porém suficiente para induzir uma proteção. 

Entretanto, nem sempre a causa de uma infecção é um vírus, podem ser alguma substância tóxica que produzido por alguma gente microbiano, então a vacina precisa neutralizar essa toxina. Em outros casos, o problema não é o vírus ou a bactéria, mas a quantidade dele no interior do hospedeiro, então é preciso controlar sua multiplicação. Alguns vírus, como o HIV, possuem mecanismos de escape do sistema imunológico muito eficientes, tornando o trabalho de produção de vacina muito mais difícil. - pode-se produzir anticorpos mas eles não são suficientes para proteger, porque o vírus fica escondido dentro de uma célula do próprio sistema imune, que não consegue enxergá-lo. Além disso, ele consegue passar de uma célula para outra sem ter acesso aos anticorpos em circulação.


Imunização Passiva:

É o chamado soro, ou Imunoglobulina Humana. A imunização passiva é conseguida pela administração de anticorpos previamente formados (imunoglobulinas). Nestes casos pode ser utilizada em Pacientes com defeito na formação de anticorpos, Imunodeprimidos (que possuem imunidade baixa), Aqueles que não foram imunizados (como crianças que ainda não estão na idade de tomar determinada vacina), quem possui qualquer contra indicação à vacina, estando suscetível à doença.

É o chamado soro e dá uma proteção emergencial e passageira para uma situação de risco, não oferece uma memória de imunidade, ou seja, a pessoa que recebe o soro, pode ficar susceptível à nova reinfecção ou agente. Um bom exemplo é o soro antiofídico, que atua contra o veneno de animais peçonhentos, cobras, escorpiões...

Ainda temos como exemplos de soros:

Raiva(A raiva também pode ser chamada de hidrofobia e é uma doença de caráter infeccioso que é causada por um vírus do gênero Lyssavirus;

Herpes zoster:  conhecido popularmente pelos nome cobreiro ou zona, é uma doença infecciosa provocada pelo vírus Varicella-Zoster (Human Herpesvirus-3 – HHV-3), o mesmo que causa a catapora (varicela);

Hepatite B: A hepatite viral B é causada por um vírus pertencente à família Hepadnaviridae, o vírus da hepatite B (HBV).

Para se ter o soro, é necessário um passivo que se infectou e produziu anticorpos para o agente causador da infecção. 

Imunização Ativa:

Aqui entram as vacinas. Geralmente feitas com  pedaços do micro-organismo, micro-organismos mortos, atenuados, inativados, proteínas do micro-organismos e outros. 

Como dito no início da matéria, a intenção é fazer com que o organismo desenvolva a "doença" de forma branda e fraca e assim dar tempo ao mesmo de produzir anti-corpos para combater novas possíveis exposições. 

Esta imunidade pode ser pra vida toda ou por um tempo, precisando-se assim de novas doses.


Vacinas por vírus atenuado: 

São feitas de vírus vivos que passaram por procedimentos que os enfraqueceram. Os efeitos adversos se parecem mais com o da doença selvagem, apesar de mais branda. Neste tipo de vacina, o vírus é atenuado, geralmente por replicação em cultura em grande escala, conseguindo-se uma cepa (nova geração de vírus) mais fraca ou branda, ou ainda, por processos químicos que enfraquecem o vírus.

Temos como exemplos: a BCG, Dengue, Febre Amarela, Rotavírus, Sarampo, Caxumba...

Vacinas por vírus inativados ou mortos:

São compostas de vírus inteiros que não estão vivos (ou ativos) ou apenas pedações desses vírus. Os eventos adversos em geral são precoces, de 24 a 48 horas após a vacinação. Como esses vírus não são capazes de se multiplicar, essas vacinas não são capazes de produzirem doenças. Os efeitos adversos são relacionados com resposta inflamatória como dor, inchaço, calor ou vermelhidão no local da aplicação. Geralmente necessitam de várias aplicações para conseguir gerar uma resposta duradoura.

Exemplos: Difteria, Tétano, Hepatite A, Hepatite B, Raiva, HPV...


Vacina de DNA:

Com a vacina de DNA, a pessoa não é injetada com o agente causador da infecção ou antígeno, mas com a seqüência, codificadora do antígeno. O DNA é incorporado em algum meio ou invólucro como um outro vírus, uma bactéria, ou plasmídeo (são moléculas extracromossômicas circulares de DNA bacteriano. Essas moléculas destacam-se por sua capacidade de duplicação independente, ou seja, são capazes de se replicar independentemente do DNA). Então injetado no músculo como as vacinas convencionais. A partir disso, acontece assim a resposta ao agente infecisioso.


Vacinas de RNA:

Em vacinas do RNA, nenhum vivo/neutralizou o micróbio patogénico ou o antígeno micróbio-específico é introduzido diretamente no corpo humano. Ao invés disto, uma seqüência do mRNA (O RNA mensageiro, é o ácido ribonucleico responsável pela transferência de informações do DNA até o citoplasma) que contem a seqüência genética de um antígeno micróbio-específico é introduzida no corpo. Assim, gerando uma falsa infecção o organismo interpreta e produz anticorpos contra o antígeno, produzindo assim a imunização.

Nada mais são do que pedaços da fita de RNA do agente, que fornecem instruções para que nossas células sintetizem um tipo inofensivo de proteína do agente infeccioso causando assim a resposta imunológica. 

Vacinas de RNA e DNA:

Ambas carregam as instruções para que a célula humana produza uma proteína do vírus ou agente infecioso. Os vírus ou agente infecioso, em si,  usam o maquinário das nossas células para criar suas cópias, só que, nas vacinas genéticas, não há a receita para fabricar o vírus inteiro, e sim uma porção minúscula dele. A célula passa então a expressar ( produzir, exalar, mostra-se como) as proteínas específicas do agente infecioso em sua superfície e assim, o sistema imune, pensa que a célula está infectada, criando uma resposta específica para aquela situação. 

Estas vacinas genéticas são um modo alternativo em se pensar em imunização, entretanto, especialistas afirmam que é quase impossível que estas vacinas causem algum efeito mutante nos seres humanos.


Nosso DNA conta com um forte sistema de proteção por ser bombardeado constantemente por fatores ambientais. A todo momento somos vítimas de bactérias, vírus, radiações, produtos químicos, que atacam o núcleo de nossas células, porém temos enzimas que patrulham nossos DNA´s e qualquer movimento intruso é desativado, pelos menos, na maior parte do tempo. É claro que a exposição à agentes nocivos prolongada, aumenta consideravelmente o risco do nosso DNA ser danificado. Seria o cado do cigarro, exposição solar prolongada, radiações ionizantes, produtos químicos cancerígenos, etc. 

Existem sim, terapias genéticas que utilizam destes princípios para alterar alguma deficiência genética, como doenças raras como hemofilia  e outras, porém o processo é mais complexo, se utiliza retrovírus e outros métodos diferentes em base das vacinas.

Fontes:

https://www.mdsaude.com

https://www.drakeillafreitas.com.br

https://www.tuasaude.com

http://www.ms.gov.br

http://www.medicina.ufba.br




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