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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Mochilando, trekking no Pico da Bandeira, MG

À 370 km da capital mineira, Belo Horizonte, no município de Alto Caparaó, está situado o Parque Nacional do Caparaó, porta de entrada do terceiro ponto mais alto do Brasil, Pico da Bandeira, com 2893 metros acima do nível do mar. Minha ideia era fazer um bate e volta de Divinópolis, cidade onde resido e que fica a 120 km de Belo Horizonte. Como entrei de férias na ocasião em dezembro, fiquei de olho na previsão do tempo com imagens via satélite em tempo real, assim pude observar não só os dias de sol, mas também se haveria nuvens ou massas de ar em direção ou sobre a região. Tudo certo com a previsão do tempo, com chuva na sexta e sol no sábado e domingo, saí as 10 horas da manhã para um percurso de cerca de 500 km. Daí vem a primeira dica muito importante, programe um tempo de sobra maior para os imprevistos. No meu caso, chuva e ponte caída no trajeto. Atrasei bastante no percurso e cheguei as 17:40 no parque. Sua portaria funciona de 08:00 da manhã até as 18:00 horas. É necessário fazer reserva para pernoitar no parque, link http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao. Existe uma taxa de pernoite e de entrada, com valores bem modestos, porém quando fui, dezembro de 2017, estas cobranças estavam suspensas.
O que levar? 
Mochila pequena contendo:
Lanterna razoável de preferência à LED com boa luminosidade;
Lanches leves e práticos;
Saco de lixo para seu próprio lixo;
Água e/ou garrafa( por lá há água);
Luvas grossas;
Roupa de frio contendo gorro, cachecol, toca;
Protetor solar;
Capa de chuva( no caso do verão);
 Pilhas extras;
Calçado apropriado para trekking.

Estes itens são básicos e são para o bate e volta, ou seja, àqueles que não vão ficar acampados e querem se aventurar no trekking noturno, assim como eu fiz e pegar o nascer do sol no pico.
A estrada é de boa qualidade entre Belo Horizonte até a cidade de Manhumirim, MG. Depois com predominância de alguns buracos, mas nada que não se possa lidar. Chegando a cidade de Alto Caparaó, já se pode ver as montanhas.

Após fazer a entrada no parque, sobe s uma estrada de terra de boa qualidade e onde há trechos mais críticos torna-se calçada. Vários Blogs dizem que o ideal são carros 1.4. No meu caso, subi com um carro mil sem problemas maiores.










Ao subir cerca de 5 km, chega-se ao ponto chamado de Tronqueira. Este ponto está situado a 1970 metros de altitude e já é um lugar bem legal pra quem quer ver o por do sol.






















Estacionei o carro em local indicado e dei uma sondada a fim de descobrir tempo de subida, distância, sanitários, etc. Fiquei surpreso com a estrutura do local. Existem sanitários masculinos e femininos com direito a assentos sanitários individuais e privativos e chuveiros com aquecimento solar. Pra quem chega cedo e com sol, é possível tomar um banho morno.
Meu plano inicial era dormir dentro do carro, esperar as 2 da manhã e subir os 7 km até o pico.
Existe uma outra área que fica a 3,5 km que é o chamado Terreirão. Por lá existe estrutura pra camping completa, com banheiros e locais para barracas. O Terreirão é destino de quase todos os visitantes onde fazem uma pausa, descansam ou dormem para subir os outros 3,5 km até o topo.






O Terreirão está a 2370 metros acima do nível do mar. Fiz o trekking a noite e fui direto da tronqueira para o pico. Se você não está em boas condições de saúde, não pratica esporte e tem mais de 30 anos, desaconselho rigorosamente a fazer o trajeto direto como eu fiz. O ideal é subir até o Terreirão, fazer uma pausa por lá e depois continuar.
Eu que já passei dos 30, muito tempo aliás - risos - e possuo um bom condicionamento físico, subi muito bem até cerca dos 6 km de percurso. Após isto, à noite, e na altitude, fica um pouco mais difícil e tive que parar por algumas vezes para respirar e tomar água.
Já fui pra Bolívia(colocarei o post aqui algum dia) e pra Machu Picchu( também vou criar o post) e lá com altitudes passando dos 3 mil metros, não tive tanta dificuldade quanto aqui no Pico da Bandeira. Pode ser devido ao cansaço pois não consegui dormir bem para a subida. Muita novidade, querer explorar o local, adrenalina, foram fatores que não me deixaram dormir direito.


A trilha é muito bem definida, larga e com muitas pedras que se destacam. Possuem marcações com setas e estacas de cor amarela. Eu tive mais dificuldades na descida do que na subida, pois com a lanterna e à noite, ficava muito mais fácil identificar as estacas amarelas. Mesmo assim, durante a noite, se sentir que saiu da trilha, pare, ilumine com a lanterna ao seu redor procurando as estacas que quando iluminadas terão um brilho um pouco mais acentuado e retorne à trilha. Não tive contato com nenhum tipo de animal peçonhento e nenhuma surpresa desagradável.



Este é o Vale Encantado que fica à direita na trilha.
Muito importante é o agasalho. Apesar de ter ido no verão, sem chuvas, a medida que se vai subindo, as temperaturas caem e o vento aumenta. Durante o percurso, fiquei com corpo quente e não senti muito, mas terminada a caminhada e chegando ao topo, um vento constante gelado toma conta do lugar. Fui com 3 camadas de roupa. Uma blusa de tecido transpirável, uma camisa de malha e um moletom, calça grossa, bota impermeável de trekking. No topo, não conseguia tirar fotos devido ao frio intenso gelado das mãos e no rosto. Um ponto muito importante é que pessoas com problemas físicos como envolvendo articulações não devem se arriscar. Na descida senti um pouco de dor nas articulações dos pés devido ao grande esforço de andar sobre pedras.




























5 comentários :

  1. Muito interessante seu depoimento sobre este magnífico passeio ecológico e histórico. Fez esta aventura sozinho? É um risco,não? Parabéns! Sônia

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  2. Lindas imagens. Muito interessante seu depoimento sobre este magnífico passeio ecológico e histórico. Muito instrutivo. Fez esta aventura sozinho? Arriscado não?

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    1. rs lógico que não ! mais perigoso é ficar em casa correndo risco de tomar tiro em roubos !

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