domingo, 12 de junho de 2016

Sim, todos podemos prever o futuro !

Você está dormindo. De repente sonha com alguma coisa que pode explodir, algo que cai, ou alguma situação que gere um barulho alto. Já reparou como o seu sonho se sincroniza com o barulho ?
Agora a pergunta mais interessante, como nossos cérebros conseguem prever que um barulho iria ocorrer e desta forma sincronizar o barulho com o sonho ?
Sempre achei que isto poderia ser obra de algum sexto sentido, alguma clarividência latente e inoperante de nossos cérebros.
Ao que tudo indica, parece que meu pensamento foi embasado pela ciência, pelo menos é o que diz a matéria do blog da Super Interessante !
O Centro de Pesquisas Naval dos EUA anunciou, em 2014, que vai oferecer US$ 3,8 milhões para financiar pesquisas para entender como funciona o sexto sentido. A ideia surgiu do relato de tropas em combate que alegaram pressentir o perigo logo antes de encontrarem uma tropa inimiga ou uma bomba. O objetivo é treinar militares jovens para desenvolver a habilidade - os veteranos não precisariam graças à experiência nos campos de batalha.
O termo para este tipo de experimentos, pelo menos mais bem visto pela comunidade científica, é chamado de anômalo -  eventos que não são explicados pelo paradigma científico vigente.
Existem evidências importantes vindas de estudos científicos. Em 2014, Fabio Eduardo da Silva, do Laboratório de Psicologia Anomalística e Processos Psicossociais da USP, concluiu uma tese na qual investigou a possibilidade de antevermos acontecimentos. Na pesquisa, ele expôs 48 voluntários a uma sequência de imagens calmas, violentas e eróticas. Ele queria saber se os participantes conseguiriam antecipar a fotografia que estava por vir 6 segundos antes de ela aparecer na tela. Para isso, mediu a condutividade da pele, um indicador fisiológico das emoções humanas. Se os participantes conseguissem intuir as imagens mais fortes a seguir, haveria uma mudança corporal passível de ser detectada. Foi o que ocorreu. Ou seja, houve evidência - ainda que sutil - de que supostamente conseguimos obter informações vindas do futuro. "Se é que o futuro existe", diz o psicólogo.
Em 2010, o professor Daryl Bem, da Universidade de Cornell, EUA, causou estardalhaço com a divulgação de uma série de experimentos que mostraram que todos nós temos um quê de videntes. Seu artigo Feeling the Future ("Sentindo o Futuro") trouxe evidências de que podemos antecipar o que está para acontecer sem nos basear em informações do passado ou do presente. É claro que Bem conseguiu confirmar a façanha em poucos casos. Mas, segundo ele, com tanta exatidão que seria suficiente para dar a prova derradeira que a habilidade não seria tão sobrenatural assim, mas feijão com arroz.
O professor de Cornell desenhou nove experimentos e recrutou cem estudantes. Um dos testes envolvia fotos eróticas, violentas e neutras, selecionadas do International Affective Picture System, um compêndio com 820 fotos digitais que receberam nota 9 em uma escala que atesta o grau emotivo das imagens. Na tela, apareciam duas fotos, lado a lado, cobertas. Uma delas tinha uma foto atrás; e a outra, nada. Todas foram distribuídas aleatoriamente. Os voluntários tinham de adivinhar que fotos tinham imagens no verso. As tentativas eram repetidas várias vezes. Bem tinha duas hipóteses: 1) os estudantes identificariam a posição das fotos eróticas mais do que o acaso (50%) e 2) os índices seriam mais significativos no conteúdo erótico. Bingo. Depois de repetir os testes, o cientista encontrou exatamente o que sua intuição esperava. Os participantes identificaram a posição das imagens sexuais 53,1% das vezes, uma diferença pequena, mas que o fez seguir pesquisando.
Um dos artigos mais inusitados foi publicado em 2014 no Journal of Scientific Exploration. Três pesquisadores da Universidade de Boulder, Colorado, EUA, resolveram ver se havia aplicações práticas e lucrativas para a suposta habilidade de ver coisas ou acontecimentos além do alcance dos olhos, como acertar o vai-vem da bolsa de valores. O experimento usou o método chamado visão remota associativa. Neste caso, os voluntários são instruídos a associar uma imagem a um acontecimento futuro - no caso, um coelho representava o índice Dow Jones subindo no dia seguinte, e uma bola de boliche, uma queda do indicador. Eles, então, receberam a ordem: "desenhe aquilo que eu vou te mostrar no fim da tarde de amanhã". Os dez participantes desenhavam as imagens que eram avaliadas por uma espécie de juiz que determinava se eram mais parecidas com um coelho ou com uma bola. O teste foi repetido sete vezes e o índice de acertos foi de 100%.
Há muitas incertezas nestes tipos de estudo e ao que tudo indica, mesmo que o fenômeno realmente exista, parece ser difícil o seu controle ou periodicidade dos acontecimentos !

Fontes: http://super.abril.com.br






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