sábado, 13 de fevereiro de 2016

O uso do celular, microondas e o câncer !

Existe uma crença onde o uso de celulares e o forno de microondas podem causar cânceres ou aumentar a sua incidência.
Para começarmos, temos que entender o que são radiações eletromagnéticas !
A luz, o raio-x, os raios cósmicos, raios gama, ultra-violeta, todas estas, são radiações eletromagnéticas. Suas diferenças são basicamente no comprimento de onda e a capacidade de ionização!
Espectro eletromagnético. 

Quanto maior a frequência e por sua vez menor o comprimento de onda, mais penetrante será a onda eletromagnética e mais ionizante ela será. Por isto que a partir do Ultra violeta, as radiações eletromagnéticas começam a ficar perigosas, pois possuem a capacidade de "entrar" entre os tecidos, células e estruturas do DNA, danificando as mesmas.
As radiações acima do Ultra violeta são sim, prejudiciais à saúde e são conhecidas como causadoras de diversos tipos de câncer.
Marie Curie, umas das pioneiras no estudo da radioatividade, trabalhou por anos com o elementos instáveis e radioativos, como urânio, polônio, e outros e por isto morreu de câncer mais tarde ! Entretanto na época não se tinha conhecimento muito claro da radioatividade.
As radiações abaixo do ultravioleta não possuem a capacidade de ionização e penetração e por sua vez não causam danos ao DNA.
Os telefones celulares, trabalham com frequências entre 800 Mhz a 1900 Mhz e potências, da parte dos aparelhos, muito pequenas, da ordem de 0,6 a 3 Watts. Esta potência varia de acordo com a necessidade do aparelho e distância da torre. O máximo que pode ocorrer é um aquecimento dos tecidos devido a vibração das moléculas orgânicas, mas como veremos a seguir, esta vibração e aquecimento, é melhor observada na faixa acima de 2000 Mhz.
Já os fornos de microondas, trabalham com potências na casa dos KWatts, ou um pouco menos. Ou seja, mil vezes mais potentes que os telefones celulares.
Com frequência de operação em 2450 Mhz, frequência de ressonância da água, fazem com que elementos orgânicos vibrem em alta velocidade causando seu aquecimento. Comprimento de onda na casa dos centímetros, a estrutura do forno de microondas, toda coberta de metal e com a tela na frente da visão, não permitem que esta radiação escape. Caso aconteça, será infinitamente menor do que a do seu interior. O espaço entre os furos da grade, são menores do que o comprimento de onda, assim as mesmas não conseguem atravessar.
As radiações eletromagnéticas não se  tornam residuais nos alimentos, ou seja, os mesmos não se tornarão radioativos. O pior que pode ocorrer é a quebra de aminoácidos e nutrientes, fazendo com que o alimento perca suas propriedades nutricionais. O mais prudente neste caso é ficar longe do aparelho enquanto o alimento é preparado.
Diferente de um microondas ou celular, em uma explosão nuclear, ou usina nuclear,  nêutrons e raios alfa ( compostos de núcleos de hélio) são liberados em grande quantidade, fazendo com que estes penetrem no núcleo de outros átomos e assim estes fiquem instáveis e radioativos, como ocorre com o urânio naturalmente. Devido a este fato o solo exposto se torna perigoso por longos períodos e os resíduos nucleares sejam perigosos.
Vários estudos foram feitos tentando avaliar se pessoas que usam celulares desenvolvem mais câncer de cérebro. Alguns estudos avaliaram pacientes com câncer e tentaram comparar o seu uso de celular com o uso de pessoas que não têm câncer, outros estudos compararam a conta do celular de diversas pessoas para ver se quem tem a conta mais alta tem mais câncer, outros avaliaram dois grupos de pessoas que falam muito e falam pouco no celular por muitos anos. Em nenhum desses estudos foi demonstrado uma relação do uso do celular com câncer do cérebro. Outro dado que mostrou que a exposição à radiofrequência não causa câncer foi a comparação do número de novos casos de câncer de cérebro antes e depois dos celulares existirem, não há diferença. Pessoas que tdrabalham com radares e telecomunicações também não apresentam mais risco que a população em geral.
Várias agências de saúde se manifestaram a respeito da relação da radiofrequência com o risco de câncer de cérebro. Cinco agências (American Cancer Society, National Institute of Environmental Health Sciences, U.S. Food and Drug Administration, U.S. Centers for Disease Control and Prevention e Federal Communications Commission ) julgam que celulares são seguros e não aumentam o risco de câncer de cérebro, enquanto uma agência (International Agency for Research on Cancer) julga que a radiofrequência é “possivelmente carcinogênica para humanos”.
O que os especialistas recomendam é o uso do fone que de qualquer forma reduz a exposição à radiação pelo menos perto da cabeça !

Fontes: http://drfelipeades.com/


Nenhum comentário :

Postar um comentário