quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pernilongos, elas só querem nosso sangue !

No verão e na primavera, devido as condições climáticas e criadouros propícios formados pelas chuvas, aumentam o número de mosquitos conhecidos como pernilongos. O nome científico, Culex quinquefasciatus, possui tendências para sugar  sangue humano, mas podem também se alimentar de sangue de aves, cavalos, cachorros, e outros animais.
Com expectativa de vida de até 3 meses, são as fêmeas, que precisam de sangue para produzir seus ovos. São elas as responsáveis pelas picadas. Elas são atraídas pelos odores liberados pelos animais e pelo dióxido de carbono liberado pelos pulmões, explicando o porque de rodearem nossos ouvidos.

Os locais preferidos dos pernilongos são os mais vascularizados, aqueles por onde passam mais sangue no corpo, porém podemos ser picados pelo corpo inteiro, mas existe a maior probabilidade de sermos picados nas pernas e nos braços.
Injetam um tipo anestésico na pele para que possam sugar o sangue sem serem percebidos, porém, este por sua vez causa uma reação alérgica, o que explica a extrema coceira.
Depois de se alimentar de sangue, a fêmea precisa de repouso a fim de armazenar energia para o amadurecimento dos ovos. Ela evita principalmente o voo, no qual há consumo extremo de energia pelos músculos alares durante o batimento das asas. A fêmea volta a atacar logo após a postura dos ovos. A fêma pode colocar de 100 a 200 ovos.
Já os machos, ficam ao redor dos criadouros ou sob arbustos. Alimentam se de açúcar proveniente da seiva das plantas e copulam com as fêmeas jovens que nascem destes criadouros. Podem ser encontrados também dentro dos ambientes domésticos à procura de fêmeas.
O seu zumbido característico é o resultado das batidas das asas durante o voo. Com uma frequência enre 270 a 310 batgidos por segundo. Este voo, em busca de alimento pela fêmea, corresponde um ario de até 2,5 km.

No Brasil, é o vetor primário e principal da filariose bancroftiana e vetor secundário do vírus Oropouche. No Estado do Pará, o vírus Oropouche causou várias epidemias, assim como em 1991 em Rondônia. Já foi encontrado infectado, na natureza, com o vírus que causa encefalites, como dos tipos St. Louis, Oeste nos Estados Unidos da América e Venezuelana no Panamá.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

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