quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por que os planetas são redondos e um pouco sobre o nosso !

Existe um conceito denominado energia mínima. A esfera é a mais estável de todas as formas geométricas encontradas na natureza, assim, as partículas necessitam de pouca energia para chegar a esta forma. Isto aliado a enorme força da gravidade, que puxa toda a matéria em direção ao centro do corpo celeste, tornam os planetas e alguns corpos celestes como luas, redondos, desde que haja volume para tal, que segundo os astrônomos, um planeta ou corpo celeste deve ter um diâmetro superior a 300 Km para se tornar redondo.
Não são esferas perfeitas porque existe o movimento de rotação que distorce o formato destes corpos achatando a região dos polos.

Todos os planetas giram em seu eixo, pois tendem a conservar o estado de movimento inicial da matéria que os formou.  A mesma atração gravitacional que mantinha gases e poeira em movimento – antes de reuni-los na forma de planetas – mantém hoje a rotação. Tecnicamente, chama-se isso de conservação do momento angular, segundo o astrônomo Francisco José Jablonski, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Os planetas também estão sujeitos a influências gravitacionais de outros corpos, como estrelas e satélites, que ajudam a definir seu eixo de rotação. Dentro desses parâmetros, há todo tipo de excentricidade. Vênus, por exemplo, gira em sentido contrário ao dos demais planetas.
Outra curiosidade estranha é que a força gravitacional varia à medida que nos deslocamos pelo planeta, de maneira que nosso peso não é objetivamente o mesmo no Brasil e em Portugal, por exemplo. Crê-se que as causas podem estar relacionadas às profundas estruturas subterrâneas e ter alguma relação com a aparência da Terra num passado longínquo. Atualmente, dois satélites gêmeos do programa GRACE escrutam meticulosamente o planeta para elaborar um mapa gravitacional mais detalhado.
Outro fenômeno interessante é quanto a velocidade com que a Terra gira sobre seu próprio eixo, que não é constante, porque sofre pequenas alterações que fazem variar a duração de nossos dias. Mediante a sincronização de diferentes radiotelescópios desde diferentes latitudes, e graças aos modernos sistemas de GPS, os cientistas conseguiram medir com precisão estas pequenas variações na velocidade de rotação e constataram que a maior delas se produz entre os meses de janeiro e fevereiro, quando os dias são mais longos por uns poucos milésimos de segundo.

Esta variação deve-se à interação gravitacional da Terra e a Lua, mas também pela forte atividade da atmosfera no hemisfério norte e a fenômenos meteorológicos como “El Niño”. Existem boatos que sugerem que o tsunami da Indonésia reduziu a duração do dia em 2,68 milionésimos de segundo.


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