sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Conheça a teoria do Macaco Aquático !

A Teoria do macaco aquático, ou mais propriamente hipótese do macaco aquático, é um modelo polêmico para explicar a evolução humana. Esta hipótese bem como as suas variantes tem recebido muitas críticas de paleontólogos e de paleoantropólogos.
Segundo a teoria, uma série de características típicas do ser humano: pele pouco provida de cobertura pilosa, postura ereta, grande quantidade de gordura subcutânea, grande habilidade em respeito à
atividades natatórias e de mergulho para enfatizar a possibilidade de existência de uma fase "semi-aquática" na origem dos primeiros hominídeos.

Teoria da savana:
A história evolutiva do ser humano está intrinsecamente ligada à chamada Teoria da Savana. Esta teoria parte da ideia que os primeiros hominídeos se originaram primordialmente nas savanas africanas. Segundo esta teoria esses ancestrais dos seres humanos "desceram das árvores" e se adaptaram a uma vida nos campos abertos. A maior parte das características anatômicas do ser humano foram desenvolvidas a este novo modo de vida, segundo esta teoria.
A origem desta teoria é normalmente atribuída a Raymond Dart. A maior parte dos paleoantropólogos acreditam que a Teoria da Savana surgiu como consequência dos descobrimento de um fóssil hominídeo, popularmente conhecido como Taung-Baby ("Criança de Taung"), um Australopithecus africanus. Os primeiros fósseis de A. africanus foram encontrados na Africa do Sul em 1924; a descrição desta descoberta foi feita na revista Nature por Raymond Dart em 1925.


Teoria (hipótese) aquática:
Embora o ser humano tenha uma similaridade genética muito grande com outros primatas, ele possui vários caracteres totalmente distintos desses animais, como a redução progressiva dos pêlos do corpo, a postura ereta e a grande quantidade de gordura subcutânea. Entre os caracteres de comportamento se salientam a habilidade natatória e a tendência do ser humano de entrar na água por prazer ou para se refrescar. Embora grande parte dos animais terrestres tenham a capacidade de nadar à superfície da água, poucos são capazes de nadar e mergulhar; o ser humano é uma exceção neste aspecto.
Estes caracteres são realmente pouco usuais para um primata vivendo na savana. O babuíno é um entre vários primatas admiravelmente adaptados a uma vida em campos abertos; porém neste animal (como em um animal típico das savanas) não podemos encontrar nenhum destes caracteres típicamente humano. Porém pode-se explicar a perda de pêlos pela evolução conjunta com o bipedalismo o que auxiliaria uma consequente perda de calor corporal para um primata bípede e ereto, lembrando que pelagem densa aumenta o calor corporal, o que é inviável em uma savana.
O primeiro autor desta teoria foi um patologista alemão de nome Max Westenhöfer (1871-1957). e o segundo foi o biólogo marinho inglês Alister Hardy (1896-1985), que defendem praticamente a mesma hipótese, sem ter conhecimento do trabalho de Max Westenhöfer. Ele sugeriu que os antepassados do ser humano há milhões de anos iniciaram uma fase semi-aquática, colhendo moluscos e outros animais à beira da praia. Nesta fase semi-aquática os antigos hominídeos se adaptaram ao novo ambiente, perdendo o pêlo (como vários outros animais aquáticos como o golfinho, o dugongo ou o hipopótamo, mamíferos que se adaptaram a uma vida aquática), desenvolvendo uma camada de gordura para diminuir a perda de calor na água, e desenvolvendo a postura ereta a fim de poder adaptar uma postura hidrodinâmica durante mergulhos em pouca profundidade ou durante natação à superfície da água.
Atualmente a Teoria Aquática está sendo defendida por várias pessoas, se destacando entre elas Elaine Morgan, Marc Verhaegen, Renato Bender, Nicole Bender-Oser e Algis Kuliukas.
Documentário a respeito:


Fontes: http://animalplanet.discoverybrasil.uol.com.br/

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