quarta-feira, 30 de julho de 2014

Nosso Universo pode ser uma gigantesca simulação !

Imagine um jogo de computador, como o The Sims, onde a resolução do vídeo é tão perfeita que torna se impossível distinguir se é uma imagem real ou uma simulação. Agora imaginemos que dentro do jogo, existe todo um universo, cidades, bairros, estados, países, etc. Agora vamos um pouco mais além, imaginemos que os personagens do jogo, ao invés de serem manipulados por nós, jogadores, são conscientes.
Daí vem a pergunta ? O que seria a realidade ?
Para nós, é um jogo, uma realidade virtual. E para os personagens inseridos nesta realidade ?
Hoje não estamos muito distantes de conseguir algo do gênero. Temos um poder computacional incrível, apesar do ser consciente ainda não estar muito efetivo.
No filme Matrix, a realidade virtual é induzida em seres viventes reais, já neste caso, os seres viventes reais seriam nós mesmos, a simulação .
No filme 13º andar, este princípio é muito bem explorado. No filme, cada ser vivente e consciente é um computador a parte, interagindo com outras máquinas num universo simulado e dentro desta simulação, os simulados criam sua própria simulação.
Parece loucura, mas existe uma teoria partindo destes devaneios em que explora o fato de nosso universo ser na verdade uma simulação, uma realidade virtual.

“Partindo do princípio que o Universo é finito e que, portanto, os recursos de potenciais simuladores também o são, há sempre a possibilidade de o simulado conhecer os simuladores”. Essas são as últimas linhas de um artigo publicado por físicos da Universidade de Cornell, EUA, onde criam as diretrizes iniciais para a comprovação da hipótese de que o Universo é uma gigantesca simulação computacional a partir de uma simulação numérica da chamada “grade cromodinâmica quântica”, associada às forças básicas da natureza que unem prótons e nêutrons no núcleo do átomo.
Somos os simulados e em algum lugar deve haver os simuladores.

Em uma recente entrevista Rich Terrile, cientista planetário da NASA,  afirmou que, seguindo a Lei de Moore -que diz que os avanços tecnológicos permitem que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses - não está muito aquém de que um sistema como o PlayStation seja capaz de recriar um universo perfeito que sirva de vida artificial.
A natureza age exatamente igual a um videogame como "Grand Theft Auto IV". No jogo é possível explorar Liberty City com detalhes incríveis. Calculei o tamanho físico dessa cidade e conclui que é um milhão de vezes maior que meu PlayStation 3. Ou seja, vemos exatamente o que é necessário ver de Liberty City, reduzindo todo o universo do jogo dentro de um console.
O universo age da mesma forma. Em mecânica quântica as partículas não têm um estado a não ser que as observe. Muitos teóricos vem tentando explicar isso. Uma explicação é que poderíamos viver em uma simulação, vemos o que vemos quando precisamos vê-lo."
Platão criou o mito da caverna. Segundo ele, o nosso próprio mundo seria uma sombra, uma projeção de um mundo perfeito, que poderia ser alcançado pelo pensamento.
Descartes fez a pergunta “e se tudo que a gente vê e sente forem sensações criadas por algum demônio?”. Com isso, ele nos convida a desconfiar dos sentidos, e chega à máxima “Cogito ergo sum” (“Penso, logo existo”), querendo dizer que ele é real por que o pensamento dele é real também.
Seguindo estes pensamentos, a realidade somente existe enquanto observável e observada. Quando estamos a jogar um jogo com milhares de realidades possíveis( bares, praças, ruas, cidades, bairros, o céu, prédios, etc) estas realidades somente vão se formar, diante do jogador, quando o mesmo entrar no quadro onde deveriam estar. O jogo vai se moldando a medida que o jogador interage como o mesmo. Segundo os cientistas, com o universo o mesmo acontece.
Se o nosso universo for realmente uma simulação numérica feita em um computador insanamente poderoso, ainda assim devem haver pistas que revelariam a verdade, limitações inerentes às simulações, ou “falhas na Matrix”.


Fonte: Discovery Science.




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