segunda-feira, 21 de julho de 2014

Buracos negros, nem a luz escapa. Mas como sabemos de suas existências ?

Teorizados por Einstein, um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo objetos que se movam na velocidade da luz, podem escapar. Este é o resultado da deformação do espaço-tempo, causada após o colapso gravitacional de uma estrela (a estrela implode sobre si mesma),
por uma matéria astronomicamente maciça e, ao mesmo tempo, infinitamente compacta e que, logo depois, desaparecerá dando lugar ao que a Física chama de Singularidade, o coração de um buraco negro, onde o tempo para e o espaço deixa de existir.
Um buraco negro começa a partir de uma superfície denominada horizonte de eventos, que marca a região a partir da qual não se pode mais voltar. O adjetivo negro em buraco negro se deve ao fato deste não refletir a nenhuma parte da luz que venha atingir seu horizonte de eventos, atuando assim como se fosse um corpo negro perfeito em termodinâmica. Acredita-se, também, com base na mecânica quântica, que buracos negros emitam radiação térmica, da mesma forma que os corpos negros da termodinâmica a temperaturas finitas.
Embora não possamos ver os buracos negros, podemos detectar ou adivinhar a presença de um, medindo seus efeitos sobre os objetos ao seu redor.
Pela  estimativas da massa dos objetos orbitando um buraco negro ou indo em espiral para dentro do núcleo. Muitos buracos negros têm objetos em torno deles e, observando o comportamento destes objetos, podemos detectar a presença de um buraco negro. Usamos as medidas do movimento dos objetos ao redor de um suposto buraco negro para calcular sua massa.
O que se procura é uma estrela ou disco de gás que se comporte como se estivesse próximo de uma grande massa. Por exemplo, se uma estrela ou disco de gás visível tem um movimento "vibrante" ou rotatório sem uma razão visível e isso tem um efeito que parece ser causado por um objeto com uma massa maior do que três massas solares (grande demais para ser uma estrela de nêutrons), é possível que um buraco negro esteja causando o movimento. Avalia-se então a massa do buraco negro observando-se o efeito que ele exerce no objeto visível.
Teoria das lentes gravitacionais onde Einstein previu que a gravidade poderia curvar o espaço. Isso foi confirmado mais tarde durante um eclipse solar, quando a posição de uma estrela foi medida antes, durante e depois do eclipse. A posição da estrela mudou porque a luz proveniente dela foi curvada pela gravidade do sol. Portanto, um objeto com imensa gravidade como uma galáxia ou um buraco negro entre a Terra e um objeto distante, poderia curvar a luz proveniente do objeto distante para dentro de um foco, semelhante ao que faz uma lente.

Radiação Emitida quando a matéria cai dentro de um buraco negro proveniente de uma estrela que o acompanha, ela se aquece em milhões de kelvins e é acelerada. A matéria superaquecida emite raios X, que podem ser detectados por telescópios orbitais de raios X. Telescópios terrestres não conesguem captar o raio x devido a atmosfera terrestres os bloquearem.
Além dos raios X, os buracos negros podem também ejetar matéria em alta velocidade para formar jatos. Muitas galáxias têm sido observadas com tais jatos. Atualmente, acredita-se que essas galáxias contêm buracos negros supermassivos (bilhões de massas solares) em seus núcleos, que produzem jatos e também fortes emissões de rádio.

Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/

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