segunda-feira, 12 de abril de 2021

A Covid está mesmo matando mais jovens?

Em 2021, casos graves e mortes de adultos jovens pela doença dispararam no Brasil. Entre janeiro e março, o número de óbitos disparou 353% entre pessoas de 30 a 39 anos, e 419% na faixa etária dos 40 a 49 anos, segundo o último boletim do Observatório Covid-19, da Fiocruz.

 A mortalidade segue superior em idosos, mas a idade média das vítimas do coronavírus baixou de 71 em janeiro de 2021 para 66 em março.

Segundo dados dos Cartórios de Registro Civil, só em março, 21 mil brasileiros entre 30 e 59 anos morreram de Covid-19. É um número três vezes maior do que o observado entre julho e agosto do ano passado. Segundo  o relato da intensivista Viviane Cordeiro da Veiga, o perfil do paciente grave mudou. Estão sendo atendidos mais jovens, sem comorbidades, que muitas vezes chegam no hospital precisando de ventilação mecânica, inclusive intubação. Viviante é coordena a UTI da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

Vivemos o pior momento da pandemia, e o vírus está circulando principalmente entre os jovens. Assim, se temos mais jovens contraindo a doença, as chances de internações e mortes aumentam em proporção, explica o infectologista Moacyr Silva Junior, do Hospital Israelita Albert Einstein. Os dados da Fiocruz dão pistas que reforçam essa teoria. Do início do ano até meados de março, houve um aumento de 316% nos casos confirmados de Covid-19 na população em geral. Já entre quem tem 30 e 59 anos, o crescimento foi superior a 500%.

Ou seja, seria uma questão de o Sars-CoV-2 pegar quem está disponível, e não de ter desenvolvido uma preferência pelos mais jovens. 

Fonte:http://www.saude.ba.gov.br

Por outro lado, pessoas abaixo dos 60 tendem a se expor mais ao vírus, tanto por questões comportamentais (como a baixa adesão às máscaras e as constantes aglomerações), quanto por formarem a maioria da classe trabalhadora. Um levantamento encomendado pelo El País usou dados do Ministério da Economia para revelar que as mortes entre frentistas, motoristas e atendentes de caixa aumentaram no início do ano. Em teoria, a maior parte das vítimas não eram idosos e sim trabalhadores ativos.

Um trabalho recente, publicado no The Lancet Child & Adolescent Health, concluiu que, provavelmente, a subida dos casos nessa faixa etária é apenas um reflexo do descontrole da pandemia e maior exposição ao vírus.

Dada a mudança brusca dos pacientes críticos, os médicos também suspeitam que a variante P1 possa ser mais agressiva. Isto é, ela teria maior capacidade de desencadear consequências sérias mesmo em um organismo jovem e saudável.  Esta é uma outra vertente de pensamento com base científica apoiando. Segundo a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), a mortalidade de pacientes com menos de 45 anos internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) triplicou de 13% em meados de novembro para 38,5% em março. Isso significa que, para cada dez adultos jovens brasileiros internados numa UTI no mês passado, cerca de quatro não resistiram à doença. 

Mas vale uma ponderação. Em novembro, reinava um período de relativa calmaria no ar, embora os casos estivessem voltando a subir. Já em março de 2021, a pandemia atingiu proporções nunca vistas no Brasil. Então é possível que a dificuldade de atendimento adequado tenha influenciado nesse índice, entre outras coisas. 

Seria necessário estudar pacientes infectados com variantes diferente e comparar a resposta imunde de cada um, segundo Ocorre que a reação da P1 parece igual à das outras. É o mesmo processo inflamatório exacerbado que vemos nos idosos, nota Viviane Barbosa.

Ainda que a variante brasileira não se mostre mais violenta nos estudos, a letalidade nos jovens não deixa de ser preocupante. Dados mais recentes da Amib mostram que, em março, mais da metade dos internados em UTI tinham menos de 40 anos.

Outra  tese muito importante seria a demora para procurar atendimento, médicos  relatam jovens chegando em estado grave no pronto-socorro. Eles tendem a não valorizar tanto sinais de piora, então buscam ajuda quando a insuficiência respiratória já apareceu e com o pulmão muito comprometido, destacam alguns medicos.

E aqui vem um dado alarmante e já mencionado aqui, o uso de drogas comprovadamente ineficazes, como ivermectina, hidroxicloroquina, também atrasa a ida ao hospital. As pessoas ficam esperando o remédio fazer efeito e este efeito não aparece e assim tendem a procurar ajuda tardiamente. 




Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/afinal-a-covid-19-esta-mesmo-mais-grave-nos-adultos-jovens/




segunda-feira, 29 de março de 2021

O que são as bruxinhas ou mosquinhas que ficam no banheiro?

As mosquinhas de banheiro ou bruxinhas de banheiro, ou ainda, moscas dos filtros, moscas dos ralos, pertencem a família Psychodidae e são mais próximas dos mosquitos do que de moscas.

Segundo diretor técnico da Unidade Laboratorial de Referência em Pragas Urbanas do Instituto Biológico, Francisco José Zorzenon,, as principais espécies são do gênero Psycoda, sendo as mais comuns: Psychoda alternata, P. cinerea, P. satchelli, além da espécie Telmatoscopus albipunctatus. Os adultos, muito pequenos (cerca de 2 mm), possuem corpo robusto com muitas cerdas, asas recobertas por densa pilosidade, aspecto semelhante a uma pequena mariposa e coloração variando entre o marrom claro e cinza. São insetos de hábitos noturnos. 

As fêmeas botam grupos de 10 a 200 ovos, com eclosão entre 32 a 48 horas. Ovos, larva e pupas são encontrados em locais úmidos, junto a películas orgânicas (formadas por resíduos da descamação natural da pele, cabelos, pelos, fungos, etc.) presentes em banheiros e cozinhas, em ralos, canos de esgoto, junções de vasos sanitários e boxes de banheiro, frestas de azulejos e paredes.

O ciclo da larva é de aproximadamente 9 a 15 dias e o da pupa em torno de 20 a 40 horas. O processo do ovo ao inseto adulto leva aproximadamente duas semanas, dependendo das condições ambientais e de disponibilidade de alimento. Os adultos fazem voos irregulares e de autonomia reduzida, permanecendo nas proximidades de ralos e paredes, junto à umidade de banheiros e cozinhas, explica Zorzenon. Vivem nesta fase cerca de 15 dias.

São inofensivas !

Prevenção:

Apesar de pertencerem à mesma família dos mosquitos palha (transmissores da leishmaniose ou úlcera de bauru) as mosquinhas não são transmissoras de doenças. No entanto causam grande incômodo pela simples presença ou levam a entomofobia (pavor de insetos).

Para prevenção, é indispensável manter os locais sempre muito bem limpos e livres de umidade. Isso quer dizer lavar bordas de ralos, com uma escovinha, secar o piso após o uso (banhos, etc.) e estancar possíveis infiltrações em pias e vasos sanitários. Sem água e alimento os insetos proliferam com maior dificuldade, finaliza o pesquisador.  


Combate:

No caso dessas moscas a prevenção ainda é a melhor medida. No entanto, se elas já apareceram, recomenda-se uma limpeza mais pesada com água sanitária ou produto que contenha cloro em sua fórmula, principalmente nos locais onde o inseto possa se desenvolver, tais como frestas, canaletas de boxes junto ao piso, ralos e qualquer lugar onde haja acúmulo de umidade ou água.

Também é indicado manter azulejos, pisos e vasos sanitários com rejuntes e ligações em dia. O uso de inseticidas comuns é dispensável, pois os produtos no mercado eliminam apenas os insetos adultos e não ovos ou larvas. No caso de infestações severas, a contratação de empresa controladora de pragas urbanas ainda é a solução.

Fonte: https://www.uol.com.br/


domingo, 28 de março de 2021

Rússia cria armadura de combate à prova de balas!


O site Socientífica lançou uma matéria sobre uma armadura de combate, estilo homem de ferro, porém sem voar, que em teoria suportaria até mesmo calibres pesados como .50. A armadura tem um  estilo Stormtrooper de Guerras nas Estrelas, porém e cores como grafite e preto!

Muitos especialistas em estratégia militar alertam que as guerras do futuro não serão terrestres, mas confrontos sob o signo da inteligência artificial e do armamento bioquímico. Porém, os governos continuam desenvolvendo equipamentos para o futuro, como a Rússia anunciando a nova geração de sua armadura de combate de alta tecnologia Sotnik.

A gigante da defesa estatal Rostec é a empresa que está desenvolvendo a quarta geração de sua armadura de combate Sotnik ou “Centurion”. O traje Sotnik de terceira geração atualmente inclui “equipamento de proteção pessoal e munição completamente novos, fornecendo defesa com armadura leve e aumentando dramaticamente o armamento do soldado”, diz a Fundação Jamestown.

O equipamento é um conjunto de novas tecnologias, incluindo as mais recentes conquistas da indústria de defesa russa, como equipamentos robóticos e sistemas integrados de troca de informações. Atualmente, acontece o primeiro estágio de desenvolvimento, onde são definidos os requisitos táticos e técnicos, diz o engenheiro Bekkhan Ozdoev da Rostec.

A armadura de combate Sotnik de quarta geração consistirá em fibra de polietileno leve e um revestimento projetado para suportar fogo direto de um calibre .50 M2 Browning. Ou seja, o equipamento não restringe os movimentos e permite que o soldado carregue o peso extra necessário para realizar missões especiais, segundo Ozdoev.

Embora a perspectiva de um traje de combate futurista capaz de parar uma bala calibre .50 pareça sair de um filme de ficção científica, os militares russos estão levando tudo isso a sério, conforme Samuel Bendett disse, analista focado em pesquisas sobre desenvolvimentos militares russos.

A armadura de combate Sotnik de terceira geração que a Rostec está implantando atualmente tem como objetivo substituir o Ratnik de alta tecnologia ou o equipamento de combate Warrior.









Fonte:https://socientifica.com.br/armadura-de-combate-sotnik/?fbclid=IwAR0_pAdEj-q1aAPx7JueYjloxxyX0vL6d-qt7bs7Ea7QNhxwtonKivzbek8

quinta-feira, 25 de março de 2021

O que é Ciência de Dados - Data Science?

Data Science ou Ciência de Dados é uma área interdisciplinar voltada para o estudo e a análise de dados econômicos, financeiros, sociais, podem ser estruturados ou não, que visa a extração de conhecimento, detecção de padrões e/ou obtenção de insights para possíveis tomadas de decisão. Um dado é uma forma organizada de informação, mas ela ocorre desde que campos específicos sejam preenchidos para que a recuperação deles se dê de forma automatizada. Dados estruturados são aqueles que possuem estruturas bem definidas, rígidas, pensadas antes da própria existência do dado que será carregado naquela estrutura. Não permitem que tipos de dados diferentes das estruturas preestabelecidas sejam carregados. Já os dados não estruturados são aqueles onde não existe uma estrutura para o mesmo, um exemplo seria um texto, dados vindos de redes sociais, dentre outros.

Na verdade, a ciência de dados enquanto campo existe há 30 anos, porém ganhou mais destaque nos últimos anos devido a alguns fatores como o surgimento e popularização de grandes bancos de dados e o desenvolvimento de áreas como machine learning - aprendizado por máquina.

Os  cientistas de dados podem trabalhar no setor privado, por exemplo, transformando grande quantidade de dados brutos em insights de negócios, auxiliando empresas em tomadas de decisões para atingir melhores resultados ou na vida acadêmica e terceiro setor como pesquisadores.

Os cientistas de dados são profissionais da "nova geração" com conhecimentos em Matemática, Estatística e T.I. e com habilidades em análises de dados complexos e soluções para possíveis problemas extraídos a partir desses dados.


De acordo com o site Glassdoor, o profissional dessa área encontra-se em primeiro lugar das melhores profissões da América, com  alto número de vagas (devido a pouca quantidade de profissionais qualificados). Os bons salários e a satisfação de no trabalho foram os fatores que colocaram essa profissão no topo dessa lista. Segundo uma pesquisa realizada pela IBM, a demanda por esses profissionais deve subir anualmente e 60% da procura por esses profissionais encontra-se na área de finanças.

O cientista de dados geralmente possui conhecimentos em linguagem R, Julia, Python, e outras. Além disto utilizam banco de dados SQL e MongoDB. Utilizam técnicas como árvores de decisão, rede neural, deep learning, lógica de programação, algorítimos genéricos e outras.

Origem dos Dados:

Atualmente o volume de dados gerado por ações online, como uma simples curtida no Facebook ou até o upload de vídeos ou fotos no Instagram, é enorme. Junto com esse aumento na geração de dados também aumentou a nossa capacidade de processamento. Desde os anos 1970 a cada dois anos a nossa capacidade de processamento praticamente dobrou. E com esse grande aumento na quantidade de dados e na capacidade de processamento, um novo conceito surgiu, o Big Data. E com a necessidade de analisar e tentar extrair desse grande volume de dados informações úteis, surge a Ciência de Dados, que também é considera como uma versão mais recente do Business Intelligence. Mas apesar das semelhanças, as duas ciências possuem funções e abordagens diferentes. Enquanto Business Intelligence utiliza uma análise de dados "descritiva" ou "retrospectiva" para tentar responder a pergunta "o que aconteceu?", a ciência de dados faz uso da análise preditiva e tenta descobrir "o que vai, ou pode acontecer?".

Relação com a Estatística

A popularidade do termo "ciência de dados" explodiu nos ambientes de negócios e na vida acadêmica. Porém, muitos  críticos não vêem distinção entre Ciência de Dados e Estatística.

Existe uma polêmica envolvendo a ciência de dados, no que se refere ao fato desta se confundir com a estatística. Em 2015, a American Statistical Association fez uma declaração através de um comunicado de imprensa que procura apaziguar essa questão. Basicamente ela afirma que as ciências são complementares, e a estatística procura fomentar um relacionamento mais próximo à ciência de dados para benefício mútuo.

Aplicações:

Sites de Busca:

Os principais mecanismos de pesquisa na internet fazem o uso da ciência de dados em conjunto com o aprendizado de máquina para encontrar o resultado mais refinado em frações de segundos. A rapidez dos motores de busca atuais só é possível graças à ciência de dados.

Propaganda digital:

Praticamente todo o conteúdo de marketing digital que existe é escolhido por algoritmos que utilizam ciência de dados. Com isso as empresas obtêm um resultado muito melhor do que o marketing convencional, pois os anúncios são montados de acordo com o histórico do usuário. É por esse motivo que duas pessoas podem ver diferentes anúncios em uma mesma página.

Sistemas de recomendação:

Aliando os dados do perfil do usuário com os dados do seu histórico de buscas, é possível ter melhores insights sobre os tipos sugestões que mais se adequam a cada pessoa, e é isso que ocorre quando visualizamos novas sugestões de amizades no Facebook ou Linkedin, bem como as sugestões de filmes e séries no Netflix e até mesmo as sugestões de produtos no site da Amazon.

Reconhecimento de imagens:

Utilizando algoritmos de reconhecimento de imagens, várias aplicações são possíveis, como qr code que permite que você escaneie uma imagem com seu smartphone para poder utilizar o Whatsapp Web ou até mesmo o recurso automático de tags para marcar amigos em fotos postadas em redes sociais.

Logística:

A UPS, empresa do ramo de logística, desenvolveu um sistema chamado ORION, que é responsável por gerenciar as rotas de seus caminhões de entrega nos EUA. Esse sistema foi alimentado, a partir de 2008, com informações oriundas de sua frota sobre rotas, tempo de veículos parados e até se os motoristas estavam utilizando o cinto de segurança. A partir daí, foi desenvolvido um complexo algoritmo para resolver os problemas de rota dos caminhões. Isso gerou um impressionante código com 1000 paginas, que transforma os dados obtidos em instruções para otimizar as rotas dos caminhões. Atualmente, esse sistema consegue otimizar as rotas em segundos e, rodando em segundo plano, está sempre atualizando a mesma para garantir a melhor rota para seus caminhões, fazendo com que a UPS economize até 50 milhões de dólares ao ano.

Saúde:

A Walgreens utiliza ferramentas avançadas de analytics na área de drogarias para o cuidado de pacientes, avaliando melhor as suas condições e fornecendo recomendações que fortalecem a saúde e evitam despesas médicas futuras.

E-commerce de viagens:

Muitas empresas de e-commerce de viagens como Booking, Trivago, Expedia, entre outras, utilizam a Ciência de Dados para melhorar os resultados em seus motores de busca, trazendo para o cliente não só os resultados de pesquisas sobre hotéis ou voos, como também sugerindo serviços complementares a essas viagens (reserva de carros, pacotes de passeios no destino, seguro de viagens, etc.).

Serviços financeiros:

A ciência de dados auxilia na análise e compreensão dados armazenados sobre gastos passados, concessões de crédito entre outras variáveis, e com isso os bancos podem traçar perfis que são capazes de projetar a probabilidade de um determinado cliente se tornar inadimplente ou não.

Comparação de preços:

Com o imenso volume de dados gerado pela grande quantidade de lojas virtuais, os sites como: Buscapé, Trivago, Bondfaro dentre muitos outros, utilizam a ciência de dados para mostrar os menores preços do produto que o cliente está procurando

E outras muitas aplicações.