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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Trekking - Parque Nacional Serra dos Órgãos - Sede Petrópolis - RJ - parte 1

O Parque Nacional da Serra dos Órgãos é uma unidade de conservação situada no maciço da Serra dos Órgãos, abrangendo os municípios de Guapimirim, Magé, Petrópolis e Teresópolis, com uma área de 20 030 ha. É aberto para visitação permanente. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Nossa intenção inicial era chegar até o cume do complexo, mais conhecido como pedra do sino. Entretanto, sem saber de todos os detalhes, fomos para Petrópolis, RJ, onde decepcionadamente ficamos sabendo que de lá, apenas poderíamos chegar até o ponto denominado pico do Açu. Sendo cerca de 9 horas da manhã, e tendo já enfrentando estrada desde às 5h, vindo de São João Del Rei, MG, decidimos então em manter Petrópolis como nosso objetivo e tentar chegar ao máximo que o horário nos permitiria.
São 5 horas de caminhada até o pico do Açu, onde se encontra o abrigo do Açu e uma formação rochosa famosa denominada Castelos do Açu. A subida é forte, com muitas curvas e em alguns momentos é preciso escalaminhar (escalada de 4 apoios leve).
São no total cerca de 22 Km ida e volta.



















No caminho há várias placas indicativas e outras atrações. Estas atrações são denominadas de parte baixa do parque. Nosso interesse era a parte alta, obviamente ! Assim, não nos importamos muito com as outras atrações devido ao tempo. Entretanto, tirei algumas fotos da cachoeira mais acessível e perto denominada Véu das Noivas. Importante destacar que, apesar de haver um posso fundo e possível de se nadar, a queda subsequente da cachoeira, é muito alta. Um descuido pode levar a pessoa a ser arratada pela corrente e literalmente despencar na queda.
















Continuando a subida, quase metade feita em mata fechada, porém, com a trilha muito bem definida, quase impossível de se sair da mesma, com marcações de tempos em tempos. Após cerca de duas horas de caminhadas chega se a pontos descampados e a paisagem começa a demonstrar sua beleza.

























Após cerca de 3 horas de caminhada dura, chega se a um ponto interessante. Uma placa orientadora de direção com dizeres mais sábios que já vi até hoje ! (rs)
A paisagem tradicional do parque, não nos foi possível ver. Para que pudéssemos ter aquele visual famoso na Internet, deveríamos fazer a travessia ou ter entrado pela Sede Teresópolis. Como fizemos o "bate e volta", não havia tempo hábil para prosseguir. As portarias funcionam até às 22 h. Tem que se calcular o tempo de retorno para que tudo ocorra bem. Deve se levar em conta, que a descida é sempre pior que a subida, pois deve se ter muito cuidado para evitar escorregões e a força exercida nas pernas e joelhos é muito maior. Para quem deseja fazer este tipo de programa, recomendo fortemente dormir no abrigo do Açu para depois no dia seguinte tentar chegar à Pedra do Sino, que é o ponto mais alto da Serra do Órgãos e que, segundo orientações, é possível se ter a visão do maciço mais conhecido, como Dedo de Deus.
Esta modalidade escolhida por nós, é muito desgastante e se você possui algum problema de saúde, principalmente cardíaco e/ou articulatório, penso que não é o programa ideal.
Continuando, após 4 horas de subida, chegamos então ao abrigo do Açu, onde há o ponto muito conhecido como Castelos de Açu, e o pico do Açu. No pico do Açu existe uma cruz em homenagem a um grupo que morreu subindo a serra.














































Clique nas fotos para ampliar !
O que levar para o bate e volta:
Mochila pequena contendo:
Lanterna razoável de preferência à LED com boa luminosidade;
Lanches leves e práticos;
Saco de lixo para seu próprio lixo;
Água e/ou garrafa( por lá há água somente no início do trajeto);
Protetor solar;
Capa de chuva( no caso do verão);
 Pilhas extras;
Calçado apropriado para trekking.




























Fomos em Fevereiro, no carnaval. Programamos tudo para um dia em que a previsão do tempo nos permitia uma certa certeza de tempo bom.
Na próxima, irei fazer a parte Teresópolis, bate e volta, e terei prazer em postar por aqui !
Meus agradecimentos !


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Mochilando, trekking no Pico da Bandeira, MG

À 370 km da capital mineira, Belo Horizonte, no município de Alto Caparaó, está situado o Parque Nacional do Caparaó, porta de entrada do terceiro ponto mais alto do Brasil, Pico da Bandeira, com 2893 metros acima do nível do mar. Minha ideia era fazer um bate e volta de Divinópolis, cidade onde resido e que fica a 120 km de Belo Horizonte. Como entrei de férias na ocasião em dezembro, fiquei de olho na previsão do tempo com imagens via satélite em tempo real, assim pude observar não só os dias de sol, mas também se haveria nuvens ou massas de ar em direção ou sobre a região. Tudo certo com a previsão do tempo, com chuva na sexta e sol no sábado e domingo, saí as 10 horas da manhã para um percurso de cerca de 500 km. Daí vem a primeira dica muito importante, programe um tempo de sobra maior para os imprevistos. No meu caso, chuva e ponte caída no trajeto. Atrasei bastante no percurso e cheguei as 17:40 no parque. Sua portaria funciona de 08:00 da manhã até as 18:00 horas. É necessário fazer reserva para pernoitar no parque, link http://www.icmbio.gov.br/parnacaparao. Existe uma taxa de pernoite e de entrada, com valores bem modestos, porém quando fui, dezembro de 2017, estas cobranças estavam suspensas.
O que levar? 
Mochila pequena contendo:
Lanterna razoável de preferência à LED com boa luminosidade;
Lanches leves e práticos;
Saco de lixo para seu próprio lixo;
Água e/ou garrafa( por lá há água);
Luvas grossas;
Roupa de frio contendo gorro, cachecol, toca;
Protetor solar;
Capa de chuva( no caso do verão);
 Pilhas extras;
Calçado apropriado para trekking.

Estes itens são básicos e são para o bate e volta, ou seja, àqueles que não vão ficar acampados e querem se aventurar no trekking noturno, assim como eu fiz e pegar o nascer do sol no pico.
A estrada é de boa qualidade entre Belo Horizonte até a cidade de Manhumirim, MG. Depois com predominância de alguns buracos, mas nada que não se possa lidar. Chegando a cidade de Alto Caparaó, já se pode ver as montanhas.

Após fazer a entrada no parque, sobe s uma estrada de terra de boa qualidade e onde há trechos mais críticos torna-se calçada. Vários Blogs dizem que o ideal são carros 1.4. No meu caso, subi com um carro mil sem problemas maiores.










Ao subir cerca de 5 km, chega-se ao ponto chamado de Tronqueira. Este ponto está situado a 1970 metros de altitude e já é um lugar bem legal pra quem quer ver o por do sol.






















Estacionei o carro em local indicado e dei uma sondada a fim de descobrir tempo de subida, distância, sanitários, etc. Fiquei surpreso com a estrutura do local. Existem sanitários masculinos e femininos com direito a assentos sanitários individuais e privativos e chuveiros com aquecimento solar. Pra quem chega cedo e com sol, é possível tomar um banho morno.
Meu plano inicial era dormir dentro do carro, esperar as 2 da manhã e subir os 7 km até o pico.
Existe uma outra área que fica a 3,5 km que é o chamado Terreirão. Por lá existe estrutura pra camping completa, com banheiros e locais para barracas. O Terreirão é destino de quase todos os visitantes onde fazem uma pausa, descansam ou dormem para subir os outros 3,5 km até o topo.






O Terreirão está a 2370 metros acima do nível do mar. Fiz o trekking a noite e fui direto da tronqueira para o pico. Se você não está em boas condições de saúde, não pratica esporte e tem mais de 30 anos, desaconselho rigorosamente a fazer o trajeto direto como eu fiz. O ideal é subir até o Terreirão, fazer uma pausa por lá e depois continuar.
Eu que já passei dos 30, muito tempo aliás - risos - e possuo um bom condicionamento físico, subi muito bem até cerca dos 6 km de percurso. Após isto, à noite, e na altitude, fica um pouco mais difícil e tive que parar por algumas vezes para respirar e tomar água.
Já fui pra Bolívia(colocarei o post aqui algum dia) e pra Machu Picchu( também vou criar o post) e lá com altitudes passando dos 3 mil metros, não tive tanta dificuldade quanto aqui no Pico da Bandeira. Pode ser devido ao cansaço pois não consegui dormir bem para a subida. Muita novidade, querer explorar o local, adrenalina, foram fatores que não me deixaram dormir direito.


A trilha é muito bem definida, larga e com muitas pedras que se destacam. Possuem marcações com setas e estacas de cor amarela. Eu tive mais dificuldades na descida do que na subida, pois com a lanterna e à noite, ficava muito mais fácil identificar as estacas amarelas. Mesmo assim, durante a noite, se sentir que saiu da trilha, pare, ilumine com a lanterna ao seu redor procurando as estacas que quando iluminadas terão um brilho um pouco mais acentuado e retorne à trilha. Não tive contato com nenhum tipo de animal peçonhento e nenhuma surpresa desagradável.



Este é o Vale Encantado que fica à direita na trilha.
Muito importante é o agasalho. Apesar de ter ido no verão, sem chuvas, a medida que se vai subindo, as temperaturas caem e o vento aumenta. Durante o percurso, fiquei com corpo quente e não senti muito, mas terminada a caminhada e chegando ao topo, um vento constante gelado toma conta do lugar. Fui com 3 camadas de roupa. Uma blusa de tecido transpirável, uma camisa de malha e um moletom, calça grossa, bota impermeável de trekking. No topo, não conseguia tirar fotos devido ao frio intenso gelado das mãos e no rosto. Um ponto muito importante é que pessoas com problemas físicos como envolvendo articulações não devem se arriscar. Na descida senti um pouco de dor nas articulações dos pés devido ao grande esforço de andar sobre pedras.