quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Por que será que as baterias de carros pifam mais no inverno?

Primeiramente, temos que entender que o combustível precisa se vaporizar no motor para que haja a combustão. Os carburadores antigos possuíam esta função e recentemente os bicos injetores. 

O primeiro é a maior dificuldade do combustível de se vaporizar nas temperaturas mais baixas. Se é difícil para a gasolina, é quase impossível para o etanol. Tanto que a maioria dos carros flex ainda tem aquele tanquinho que injeta gasolina para o motor pegar nas manhas mais frias. Então, se é mais difícil fazer o motor funcionar, exige-se mais da bateria.

Os segundo motivo pelo qual bateria de carro pifa no inverno é que, com as temperaturas mais baixas, o óleo do motor fica mais viscoso, o que aumenta a dificuldade das peças móveis de deslizarem umas contra as outras. A bateria tem que trabalhar mais para vencer esta resistência e acionar o motor.


E, além do tombo, o coice: é justamente no frio que a bateria tem maior dificuldade em fornecer corrente elétrica. Pois ela funciona a partir de uma reação química em seu interior. E, quanto mais baixa a temperatura, mais difícil dessa química ocorrer. Ou seja, tudo leva a bateria a entregar os pontos nos dias mais frios.

O frio faz mal também para o carro flex pela dificuldade do combustível de se vaporizar em baixas temperaturas. Por isto o sistema de partida a frio ter um tanquinho que injeta gasolina no motor quando o tanque está abastecido com etanol. Em modelos mais modernos, este arcaico sistema já foi substituído por outras tecnologias que dispensam o tanquinho.

Por via das dúvidas, vai aqui uma dica infalível: chegou o inverno, seu carro é sempre abastecido com etanol e o motor tem dificuldade para pegar? Então, nestes dias mais frios, acrescente uns 30% de gasolina no tanque, o suficiente para que o motor funcione mesmo nas temperaturas mais baixas, pois o percentual acrescentado de gasolina ao etanol dispensa o tal do tanquinho.


domingo, 4 de julho de 2021

Por que sonhamos?

Por que sonhamos?


Existem algumas teorias a respeito !

Apesar de termos feito um grande avanço na medicina no estudo do cérebro humano, muito sobre o seu funcionamento ainda continua um grande mistério, não existindo um consenso entre os vários tipos de cientistas e investigadores.

A maioria dos pesquisadores concordam que os sonhos são uma coleção de imagens que vemos durante o dia, porém ainda não existe uma explicação unanime sobre a razão pela qual isso acontece


1. Sonhamos para realizar nossos desejos:

Tudo aquilo que lembramos dos sonhos é uma representação dos nossos pensamentos, vontades e desejos mais inconscientes e primitivos. Dessa forma, a mente consciente consegue ter contato direto com aquilo que desejamos realmente, permitindo atingir mais facilmente a realização pessoal.

Ao sabermos aquilo que desejamos mais profundamente, conseguimos tomar medidas mais concretas durante o nosso dia-a-dia para atingir nossos sonhos.


2. Sonhamos para lembrar:

Em 2010, um grupo de cientistas chegou à conclusão de que existe maior taxa de sucesso para resolver um labirinto quando se dorme e se sonha com esse labirinto. Assim, pessoas que tentavam sair do labirinto pela segunda vez e tinham sonhado, tinham uma taxa de sucesso 10 vezes superior a quem tentava pela segunda vez sem sonhar com o labirinto.

Isto poderá significar que alguns processos de memória apenas acontecem enquanto dormimos e, por isso, os nossos sonhos podem ser apenas um sinal de que esses processos estão acontecendo durante o sono.


3. Sonhamos para esquecer:

O nosso cérebro contém mais de 10 mil trilhões de ligações neuronais que são criadas sempre que pensamos ou fazemos alguma coisa nova.

Em 1983, um estudo sobre o cérebro, sugeriu que, enquanto dormimos, principalmente durante a fase de sono REM, o neocortex do cérebro revê todas as ligações e elimina as desnecessárias, resultando nos sonhos.



4. Sonhamos para manter o cérebro funcionando:

Segundo esta teoria, os sonhos resultam da necessidade constante do cérebro para criar e consolidar memórias. Por isso, quando não existe qualquer tipo de atividade que estimule o cérebro, como acontece enquanto dormimos, o cérebro ativa um processo automático que gera imagens através de memórias, apenas para se manter ocupado.

Dessa forma, os sonhos seriam comparados a uma proteção de tela, como acontece nos celulares ou laptops, que evita que o cérebro fique completamente desligado.



5. Sonhamos para treinar nossos instintos:

Sonhos com situações perigosas são geralmente considerados pesadelos e, por isso, não são o tipo de sonhos que queremos lembrar.

No entanto, segundo esta teoria, os pesadelos podem ser muito benéficos. Isso porque, servem para treinar nossos instintos básicos de fuga ou luta, caso sejam necessários um dia.


6. Sonhamos para curar a mente:

Os neurotransmissores responsáveis pelo estresse estão muito menos ativos durante o sono, mesmo quando sonhamos com experiências traumáticas. Por essa razão, alguns investigadores acreditam que um dos principais objetivos dos sonhos é tirar a carga negativa dessas experiências dolorosas, para permitir a cura psicológica.

Assim, a teoria apoia a ideia de que, durante o sono, podemos rever nossas memórias negativas com menos efeito do estresse, o que pode acabar ajudando a ultrapassar nosso problemas com maior clareza e de forma psicologicamente mais saudável.

Fonte: Site tua Saúde!

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Por que a água do mar é salgada?


Ao longo de centenas de milhares de anos, na água do mar são dissolvidos uma série de diferentes sais mineias  e estes sais minerais tem como origem a erosão da chuva, do próprio mar, do vento, dos rios e do arrasto de pequenas partículas de rochas que vão em sua direção. Dentre todos os elementos abundantes no mar, temos o cálcio, o potássio, o cloro e principalmente o sódio – que representa mais de 80% de todos os sais minerais que são dissolvidos no mar.

Entendendo este processo:

No planeta Terra, existe o ciclo da água. Cerca de 84% da água evaporada sai dos grandes oceanos. Porém, devido à ação dos ventos, só 76% dessa água retorna para a superfície sob a forma de chuva, recaindo sobre os mesmos oceanos. Com os rios, isso acontece um pouco diferente. Eles tem contribuição com 15% da água evaporada em nosso planeta, recebendo 23% através das chuvas. Isso quer dizer que os rios perdem menos água do que recebem, o que seria o contrário se compararmos ao que acontece com os oceanos. Para manter o sistema equilibrado, esse excesso de água é escorrida para o mar. 



Ao percorrerem os continentes, as águas dos rios apresentam íons, que são átomos ou o conjunto deles que tem conseguem ligar-se a outros íons de sódio ou cloro. Esses íons deixam as rochas e unem-se formando o chamado cloreto de sódio que é carregado junto com as águas dos rios até ser desembocado no mar. Nos rios, chove mais do que evapora; mas, nos oceanos, ocorre o oposto. Por isso, quando os rios deságuam novamente nos mares, eles carregam consigo mais íons e sais minerais provenientes das rochas por eles desgastadas, gerando um acúmulo de sal novamente.

Já que o sal não consegue evaporar com a água, nosso planeta vai acumulando essa substância nos mares. Considerando que esse processo se repete por centenas de milhões de anos, a quantidade de cloreto de sódio nos mares é alta, e é exatamente isso o que torna a água do mar salgada.


Acredita-se que nossos oceanos recebam cerca de mais de 2 milhões de toneladas de diferentes sais minerais todos os anos. Isso, entretanto, não quer dizer que o mar vai ficando cada vez mais salgado, uma vez que ele também perde sal através de mecanismos que equilibram seu sistema. Muitos animais como a estrela do mar, os crustáceos, os moluscos, os ouriços e as próprias tartarugas, por exemplo, utilizam do sódio e do cálcio para poderem construir carapaças e conchas. A quantidade de sal nos oceanos só pode ser equilibrada de forma inteligente pela presença da fauna marinha, além de alguns processos de formação de bacias sedimentares, que ajuda os sais minerais a serem convertidos em rochas a partir de materiais residuais existentes nas profundezas dos oceanos.

Fonte:https://institutopensi.org.br/

sábado, 19 de junho de 2021

Os Perigos da Prata Coloidal!


Recentemente uma nova cura milagrosa vem sendo difundida na Internet. Produtos contendo a Prata como base são vendidos de borrifadores em máscaras a tônicos. Esta matéria vem alertar para os perigos da Prata e que já são conhecidos há muito tempo.

É importante salientar que, no exemplo do corona vírus, diversas substâncias matam o destroem a capacidade do organismo de se dividir, porém, isto não quer dizer que ao ingeri-las, estes mesmo efeitos serão notados dentro do corpo humano. Diversos processos biológicos acontecem quando ingerimos alguma substância, enzimas são acionadas, a digestão interfere, captação do ativo. Uma infinidade de processos  que não garantem que alguma substância que matara um vírus ou bactéria num tubo de ensaio possa funcionar quando ingerida.

Prata coloidal é uma suspensão de partículas sub-microscópicas de prata metálica em uma base coloidal. O uso a longo prazo de preparações de prata pode causar argiria, um distúrbio no qual sais de prata se depositam na pele, olhos e órgãos internos, e a pele se torna cinzenta. Muitas casos de argiria ocorriam durante a era pré-antibiótica quando a prata era um ingrediente comum em soluções nasais. 

Quando a causa se tornou aparente, os médicos pararam de recomendar seu uso e fabricantes respeitáveis pararam de produzi-los. O guia oficial de drogas (United States Pharmacopeia and National Formulary) não lista produtos de prata coloidal desde 1975.

 


Anúncios dúbios nos últimos anos, produtos contendo prata têm sido comercializados com alegações infundadas de que eles são eficazes contra a AIDS, câncer, doenças infecciosas, parasitas, fadiga crônica, acne, verrugas, hemorroidas, próstata aumentada e muitas outras doenças e distúrbios.

A prata é um metal, que pode se acumular no organismo, envenenando a pessoa e alterando a tonalidade da pele permanentemente. Um boletim da OMS divulgado no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta para os riscos à saúde causados pela "ingestão crônica da prata coloidal", com base em relatos de casos compilados na Austrália.

Entre eles, o caso de menino de cinco anos que ingeriu prata coloidal diariamente por vários meses e apresentou coloração acinzentada da pele e língua, e função hepática anormal. E o de um homem idoso, que ingeriu prata coloidal diariamente por seis meses, e necessitou de internação hospitalar por fadiga debilitante acompanhada de coloração azulada da pele, cardiomiopatia dilatada, amnésia e fala incoerente.

 Alguns comerciantes alegam que a prata coloidal é eficaz contra centena de doenças.

 Ao longo de 1998, uma companhia de multinível com sede na Flórida, declarou: "Nossa prata coloidal contêm 99,99% de partículas de prata pura suspensas indefinidamente em água desmineralizada que mata bactérias e vírus. Pode ser aplicada topicamente e/ou absorvida para corrente sanguínea por aplicações sub-linguais, desse modo evitando os efeitos negativos dos antibióticos tradicionais que matam bactérias boas no trato digestivo baixo. Uma alternativa ao antibiótico 100% natural na forma mais pura disponível. A presença de prata coloidal próxima a vírus, fungos, bactérias ou qualquer outro patógeno unicelular incapacita suas enzimas do metabolismo do oxigênio, seus pulmões químicos, por assim dizer. Os patógenos sufocam e morrem, e são eliminados do corpo pelos sistemas imunológico, linfático e de excreção. Diferente dos antibióticos farmacêuticos que destroem enzimas benéficas, a prata coloidal deixa estas enzimas benéficas intactas.

"Desse modo a prata coloidal é absolutamente segura para humanos, répteis, plantas e toda matéria viva pluricelular. É impossível para os germens unicelulares se alterarem em formas resistentes a prata, como acontece com os antibióticos convencionais. Também, a prata coloidal não consegue interagir ou interferir com outros medicamentos que estejam sendo tomados. Prata coloidal é verdadeiramente um remédio seguro, natural para muitas das doenças humanas. A prata coloidal pode ser usada indefinidamente porque o corpo não desenvolve uma tolerância contra ela."

 A Seasilver Intermational, uma companhia de multinível com sede na Califórnia, afirma que os americanos estão sofrendo de "deficiência de prata." Apesar da prata não ser um nutriente essencial, informações do produto publicadas no site da companhia declaram: 

Dois dos produtos estavam contaminados com micro-organismos. A quantidade de prata suspensa na solução variava de produto para produto e gradualmente diminuía com o tempo. Somente cinco produtos realmente mostraram atividade antibacteriana em um teste de laboratório. 

Para realizar o teste, ela preparou uma placa de cultura com bactérias Staphylococcus aureas, que podem causar infecções em humanos. Ela então colocou uma gota de cada produto sobre a placa e usou discos de dois antibióticos comuns como controle. Após oito horas de incubação, ela descobriu que o crescimento bacteriano tinha sido inibido ao redor dos antibióticos e quatro dos produtos.

 Obviamente o fato de que um produto iniba bactérias em uma cultura de laboratório não significa que ele é eficaz (ou seguro) no corpo humano. Na verdade, os produtos que matam bactérias no laboratório seriam mais prováveis de causar argiria porque eles contêm mais íons de prata que são livres para se depositarem na pele do usuário. Estudos laboratoriais do FDA descobriram que a quantidade de prata em algumas amostras do produto variou de 15,2% até 124% da quantidade listada nos rótulos do produto.

 A quantidade de prata exigida para produzir argiria é desconhecida. Entretanto, o FDA concluiu que o risco de se usar produtos a base de prata excede qualquer beneficio infundado.

 Em novembro de 2000, foi relatado um caso de um homem de 56 anos de idade que desenvolveu argiria enquanto estava usado um produto de prata coloidal. O homem, que vendia e usava prata coloidal por três anos, desenvolveu descoloração azul/cinza de suas unhas acompanhado por um nível bastante alto de prata no sangue .


Entre outubro de 1993 e setembro de 1994, o FDA publicou cartas de advertência para cinco comerciantes de prata coloidal: Higher Education Library Publications (H.E.L.P.), de Springfield, Utah, foi ordenado que parasse de alegar que seus produtos de prata coloidal eram eficazes como um antibiótico natural e podiam ser eficazes contra câncer, doenças geniturinárias, tuberculose e AIDS. Nutrition, Inc., de Arvada, Colorado, foi ordenado que parasse de declarar ou sugerir que seu Silvicidal, quando administrado oralmente ou intravenosamente, não era tóxico, aprovado pelo FDA, e que era um antibiótico de largo espectro que matava bactérias e todos os vírus e infecções micóticas.

 Além disso, foi falsamente alegado que o produto era eficaz contra uma longa lista de doenças específicas. Reseau Internatrional de Cincinnati, Ohio foi ordenado que parasse de alegar que seu produto de prata coloidal era "um antibiótico e anti-inflamatório natural e estimulante do sistema imune" e que era eficaz contra câncer, infecções por estafilococos, estreptococos e influenza, infecções gerais do corpo, inflamações, deterioração do sistema imune, toxicidade por fungos, amidalite, sintomas de Menier, coqueluche, herpes zoster, sífilis, cólera e malária. O rótulo também afirmava que a prata coloidal podia causar grande estimulação do crescimento de tecidos humanos e podia regenerar. Silverado Inc., de Bountiful, Utah, foi advertida para interromper suas falsas alegações que seus produtos de prata coloidal eram eficazes como um agente antibiótico, anti-inflamatório, anti-viral, e anti-micótico e que podia estimular o sistema imune. Unic, de Carmichael, Califórnia, foi ordenado a interromper suas alegações de que seus produtos de prata coloidal eram eficazes contra muitas doenças, e recuperar tecidos queimados sem deixar cicatrizes. Em outubro de 1996, o FDA propôs banir o uso da prata coloidal ou sais de prata nos produtos vendidos sem prescrição nos EUA . Uma decisão final banindo tais usos foi publicada em 17 de agosto de 1999 e se tornou efetiva em 16 de setembro. A decisão se aplica a qualquer prata coloidal ou sais de pratas sem prescrição que se alega serem eficazes na prevenção ou tratamento de qualquer doença.

 Produtos de prata ainda podem ser vendidos como "suplementos dietéticos" desde que nenhuma alegação de promoção de saúde sejam feita. Ao longo de 2000, o FDA publicou advertências para mais de 20 companhias cujos sites estavam fazendo alegações terapêuticas ilegais para prata coloidal. Em maio de 2000, a Corte Federal da Austrália baniu a Vital Earth Company Pty Limited e seu diretor Darryl John Jones de representar falsamente que a prata coloidal produzida por seu "Vital Silver 3000 Zapper", "Vital Silver 2000 Automatic" e "Vital Silver 2000": Podia matar todas as doenças causadas por bactérias, fungos e vírus no prazo de seis minutos de contato Não tinha nenhum efeito colateral; que a prata coloidal podia ser usada como um antibiótico para todas as doenças adquiridas da AIDS ativa. É eficaz com mais de 650 bactérias patogênicas diferentes e tipos de vírus Tem sido utilizada de maneira bem sucedida contra doenças incluindo AIDS, cólera, diabetes, lepra, leucemia, lúpus, câncer de pele, sífilis e coqueluche. A companhia também foi ordenada a pagar AUS$9000 em custas e para proporcionar restituição. 

Procurando na internet podes-se ter uma lista bem grande de empresas que usaram a prata coloidal como  remédio milagroso e foram processadas.

Fonte:Stephen Barrett, M.D.